domingo, 4 de outubro de 2009

5 de Outubro de 1910

Neste dia, comemora-se a implantação da República (desde 5 de Outubro de 1143 que Portugal era uma Monarquia) .
Nos finais do séc. XIX, os desentendimentos partidários (existia o rotativismo entre o Partido Regenerador e o Partido Progressista) sucediam-se. João Franco, ex-ministro do Reino, acabará por fundar o novo Partido Regenerador Liberal.
O rei D. Carlos, sobe ao trono em 1889 e herda uma situação difícil: problemas políticas (Ultimato Inglês, 1890), agitação e revolta republicana no Porto (1891) e dificuldades financeiras.
Apesar de ter conseguido obter algumas melhorias na situação do País, a decisão de chamar João Franco ao Governo (que inicia um governo de Ditadura) e os "ventos de mudança" que se faziam sentir acabarão por levar ao seu assassinato em 1908.
Os Republicanos, conjuntamente com associações secretas como a Carbonária e a Maçonaria, preparam a revolução que irá acontecer a 5 de Outubro de 1910. D. Manuel (que sucedera a seu pai) é obrigado a exilar-se na Inglaterra.
O país inicia uma nova fase da sua vida não menos problemática que a anterior. Em 1926, instaura-se a Ditadura Militar e em 1933, o Estado Novo que perdurará até 1974.

Para saber mais sobre os acontecimentos da véspera e do dia da revolução, ver aqui. Para aprofundar o tema consultar o site.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

10º Ano - O fim de Atenas

Brevemente, iremos estudar uma das grandes civilizações clássicas.

A Grécia deu importantes contributos à Humanidade.

Neste video assistimos ao seu fim. Fica-nos a faltar conhecer o seu nascimento e desenvolvimento.

Isso fica para os "próximos capítulos"!

12º Ano - A Revolução Russa - sites de apoio

Nas próximas aulas, iremos abordar um dos acontecimentos mais marcantes do Séc. XX.
O mundo não será o mesmo após a Revolução Russa de 1917.

Deixo-vos indicações de sites que poderão consultar. Alguns apresentam um certo desenvolvimento a nível do conteúdo abordado. Outros são mais esquemáticos. Têm inteira liberdade para consultarem o que vos interessar mais.
Como é lógico, poderão (deverão) fazer outras consultas, nomeadamente a bibliografia que aparece explicitada no vosso Manual.

http://www.portalbrasil.net/historiageral_revolucaorussa.htm
http://www.ailton.pro.br/aulas/aula_revolucao_russa.doc
http://www.mundosites.net/historiageral/revolucaorussa.htm
http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/rev_russa3.htm#inicio

P.S. Se forem às mensagens antigas e à barra de vídeo (recomendo o 2º vídeo) encontrarão informação diversificada sobre o tema.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

12º Ano - A 1ª Guerra Mundial: recordar a sua génese

Para "refrescar" as ideias sobre as origens deste conflito e podermos avançar para os conteúdos do vosso Programa, deixo link1 e link2 para consulta de um trabalho que vos poderá ser útil.

Estes ficheiros poderão ser descarregados e são só de leitura.

Novo Ano Lectivo



Um novo ano se inicia. Espero que o percurso, apesar de longo, não seja muito difícil de percorrer e que no final seja alcançada a meta pretendida.
A todos os meus alunos desejo o maior sucesso!
Este espaço volta ao seu rumo original, ou seja, servir de apoio e orientação às actividades lectivas.
As temáticas, embora de carácter disciplinar, poderão ser interessantes para qualquer um. Por isso, este é também um espaço aberto a todos.

sábado, 15 de agosto de 2009

Breves lições de História: "Administrar um país"

O rei era auxiliado pela Cúria Régia (formada por altos funcionários). Em situações excepcionais eram convocadas assembleias com mais ampla representação. Estas Cúrias plenas ou extraordinárias transformaram-se nas Cortes.
Das Cortes, dos primeiros tempos, faziam parte representantes do Clero e da Nobreza. Mais tarde, terão também representantes do Povo ou Terceiro Estado (esta última designação mais conhecida em França).
A sua função era consultiva. Não tinham força de lei e careciam da sanção régia.
Normalmente, o rei seguia o seu parecer. Houve duas reuniões que tiveram carácter deliberativo: as Cortes de 1385 (para eleição de D. João I) e de 1641 (para aclamação de D. João IV).
Existiam ainda os Concelhos (povoações com alguma autonomia administrativa). o Foral era o diploma que estabelecia os direitos e os deveres dos habitantes de um concelho.
Os Forais eram concedidos pelos reis, grandes senhores da Nobreza, Clero e ordens militares.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Breves lições de História: "Povoar o reino"

A sul do rio Mondego as povoações eram escassas.
Depois da conquista, era necessário assegurar a manutenção do território. A defesa, povoamento e amanho da terra tornaram-se grandes prioridades dos reis.
Os ermos foram povoados graças aos monarcas, Igreja e ordens monásticas e militares.
Para atrair povoadores são concedidos privilégios especiais aos colonos, concedem-se forais e distribuem-se terras pelas ordens religiosas.
Às populações locais juntam-se estrangeiros. É preciso destacar o papel dos cruzados (dirigindo-se para a Terra Santa, para combater os Turcos, passavam pela costa portuguesa, prestando auxílio preciosos aos reis portugueses). A título de exemplo, D. Afonso Henriques irá doar-lhes Atouguia e Lourinhã.
As ordens monásticas irão assumir outro papel de relevo. É de salientar a acção destas, por exemplo, no mosteiro de Alcobaça.
As ordens militares de maior destaque, a sul, vão ser os Templários e Espatários (ordem militar de Santiago).

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Breves lições de História: "Cresce um país"

O alargamento territorial foi um das preocupações dos nossos reis.
D. Afonso Henriques inicia o processo de Reconquista (expulsão dos Mouros e recuperação das terras cristãs) no sentido sul.

Alguns dos reis e datas a destacar:
D. Afonso Henriques conquista Lisboa e Santarém, em 1147 e segue em direcção a Évora e Beja, conquistadas em 1159.
D. Sancho I, conquista outros territórios e chega até Albufeira, em 1189. Infelizmente, os Mouros irão conseguir recuperar todos os territórios do sul até Almada.
D. Afonso II irá auxiliar o sogro Afonso VIII de Castela na cruzada contra os infiéis, destacando-se a grande batalha de Navas de Tolosa (1212).
D. Sancho II, reconquista várias povoações no Alentejo e Algarve, destacando-se Tavira e Cacela, em 1238.
D. Afonso III irá conseguir expulsar definitivamente, em 1249, os Mouros do actual território de Portugal continental.

Link para síntese cronológica dos reis de Portugal.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Breves lições de História: "Nasce um país"



No dia 5 de Outubro de 1143, é celebrado entre D. Afonso Henriques e seu primo, rei de Leão e Castela, Afonso VII, o Tratado de Zamora.
Este acontecimento marca, para alguns, o início da História de Portugal.
D. Afonso VII reconhece o direito do seu primo usar o título Portucalensis Rex (rei de Portugal). Contudo, é preciso salientar que naquelas épocas era preciso que o Papa reconhecesse um reino e o seu rei para ser aceite, como tal, internacionalmente. Isso veio a acontecer, em 1179, com a concessão da Bula Manifests Probatum pelo Papa Alexandre III.

"Ao nosso muito amado filho em Jesus Cristo, Rei dos Portugueses.
Sabemos por evidentes sucessos que, como bom filho e príncipe católico, tendes feito vários serviços à Sacrossanta Igreja, destruindo valorosamente os inimigos do nome Cristão, dilatando a Fé Católica por muitos trabalhos de guerra e empresas militares, deixando um nome de grande memória e um exemplo digno de os futuros o imitarem.
Confirmamos a Vossa grandeza e Portugal com inteira honra e dignidade de Reino e todas as terras que, com o auxílio da Graça Celeste, ganhardes aos sarracenos e sobre as quais não possam príncipes cristãos julgar-se com direito.
Concedemos também estas mesmas coisas aos Vossos ditos herdeiros e os defenderemos sobre este respeito (...)" fonte: Infopédia

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Salazar caiu ontem da cadeira

Pois é. No dia 3 de Agosto de 1968 o ditador português teve azar e caiu de uma cadeira (há quem fale que foi na banheira, mas isso é o menos importante). A partir daí nunca mais foi o mesmo e acabou por ficar incapacitado, sendo substituído mais tarde por Marcello Caetano.

O que é interessante é saber que o regime teimava em permanecer e a encenação foi ao ponto de "à volta do ex-presidente do conselho deposto durou ainda dois anos.
"Há uma ficção de tragédia posta em teatro: Salazar vivendo na residência oficial do chefe de Governo. Salazar recebendo ministros, embaixadores, jornalistas estrangeiros. Salazar discutindo política, concedendo entrevistas. E Salazar sendo somente um grande inválido despojado de todo o poder terreno, cidadão como os outros, sem dúvida carregado de passado, de história, de simbologia nos seus princípios, e do poder próprio de uma autoridade moral", escreve Franco Nogueira. (fonte)

A nossa História (que já vai longa e que iremos abordar em "breves lições") tem os seus momentos curiosos e reveladores de até onde o Poder pode ir.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Haja Presidentes inteligentes!

Barack Obama... lembra o Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas, como a morte do poeta Luís de Camões e relembra a amizade entre os dois países.

"Comunicado do presidente Barack Obama sobre o Dia de Portugal, Camões e as Comunidades Portuguesas Os Estados Unidos e Portugal têm uma forte e longa amizade. Hoje, no Dia de Portugal, Camões e as Comunidades Portuguesas, as pessoas de origem portuguesa pelo mundo marcam a data da morte do maior poeta de Portugal, Luís Vaz de Camões. É conhecido que Camões, que viveu entre 1524 e 1580, é mais conhecido por seu poema épico, 'Os Lusíadas' - um tributo à idade de ouro das descobertas e explorações portuguesas. Esta Nação (Estados Unidos da América) beneficiou das inúmeras contribuições de luso-americanos. Neste Dia de Portugal, eu orgulhosamente mando os meus melhores desejos a todos os que celebram a cultura e a herança portuguesa nesta ocasião." fonte

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Mudança de rumo...

Este espaço tem servido, fundamentalmente, para complementar matérias do Programa de História do 12º Ano. Como estamos a chegar ao final do ano lectivo, a partir de agora irá assumir um carácter mais diversificado.
A História vai continuar a fazer parte do "currículo" mas tornar-se-á mais abrangente com uma assumida, sempre que se considere necessário, perspectiva crítica.